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Laura Sanches

Psicóloga Clínica

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Licenciatura, com especialização em Psicologia Clínica e do Aconselhamento.
Mestre em “Consciousness and Tranpersonal Psychology”, pela Universidade de John Moores. 
Pós-Graduação em Counselling, no Thomas Danby College, em Leeds. 
Frequência da Pós-Graduação em Relação de Ajuda e Counselling. 
Estudos Pós-graduados em Psicoterapia Transpessoal.

Autora do blog: http://parentalidadecomapego.blogspot.pt/
Membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Para marcação de consultas: Tel: 96 496 01 44 - 210 964 820

Alexandra Pinto

Psicóloga Clínica

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Psicóloga Clínica e do Desenvolvimento.

Doutorada em Psicologia do Desenvolvimento pelo ISPA-IU.

Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde

Membro da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Site: https://alexandrapintosite.wordpress.com/

https://www.facebook.com/alexandrapintosite

Para marcação de consultas: Tel: 96 496 01 44 - 210 964 820

1. Quem pode ou deve procurar a ajuda de um psicólogo?

2. Para que servem as consultas de Psicologia?

3. Quais as diferenças entre um psicólogo e um psiquiatra? 

4. E entre um psicólogo e um psicoterapeuta? 

5. Também já ouvi falar em counsellours. O que são?

6. Sei que existem vários modelos de psicoterapia, quais as diferenças entre eles? 

7.Como saber que tipo de modelo devo escolher?

1. Quem pode ou deve procurar a ajuda de um psicólogo?

Qualquer pessoa pode ir a um psicólogo. Deixamos aqui uma ideia dos casos mais frequentes que podem levá-lo a procurar a ajuda de um profissional: - Se tem vontade ou necessidade de aprofundar o seu auto-conhecimento. - Se se encontra perante problemas, na sua vida, de díficil resolução, que lhe causam sofrimento ou ansiedade e para os quais não consegue encontrar uma solução.  - Se necessita de clarificar uma determinada situação na sua vida e tem dificuldade em fazê-lo sozinho. - Se tem uma grande dificuldade em tomar decisões.  - Se vive sob grande stress ou ansiedade, com os quais não consegue lidar da melhor forma.  - Se tem uma tristeza prolongada, que parece não passar.  - Se tem grandes dificuldades em lidar com o seu trabalho.  - Se tem grandes dificuldades em lidar com a sua família ou amigos.  - Se tem medos que lhe causam limitações no seu dia-a-dia, impedindo-o de fazer uma vida normal

2. Para que servem as consultas de Psicologia?

Estas consultas podem ter vários objectivos. Podem servir para nos ajudar a lidar com um problema específico, encontrando uma solução para este.Podem também servir para nos ajudar a ter um maior conhecimento de quem somos e a clarificar muitas das nossas escolhas, dando-nos assim a possibilidade de nos libertarmos de comportamentos menos positivos e de passarmos a ter maior capacidade para escolher o que fôr melhor para nós. Podem dar-nos uma melhor compreensão de quem somos, ajudando-nos a viver melhor connosco mesmos. Podem ainda ser simplesmente um espaço onde somos livres de ser quem verdadeiramente somos, sem medo do julgamento dos outros, sem a pressão das suas expectativas, servindo como um espaço de liberdade que pode ter o efeito de nos fazer viver mais livres da ansiedade e tensão.
Todas as consultas de Psicologia devem servir para nos tornar pessoas mais autónomas, com uma maior auto-estima, com um maior auto-conhecimento, com maior capacidade de vivermos felizes, de fazermos as nossas próprias escolhas, de levarmos uma vida com menos conflitos interiores.

3. Quais as diferenças entre um psicólogo e um psiquiatra? 

Um psicólogo é alguém que possui uma licenciatura em psicologia, enquanto o psiquiatra tem uma licenciatura em medicina, com uma especialização em psiquiatria. O Psiquiatra é um médico especializado em doenças mentais, isto significa que, como médico, tem a capacidade receitar fármacos, ao contrário do psicólogo que não tem esse poder legal, nem o conhecimento necessário para o fazer. Numa consulta de psiquiatria, à partida, procuram-se as causas físicas para o problema, encontrando uma solução química, através dos fármacos. Por exemplo, se a pessoa está deprimida, o psiquiatra parte do princípio que isto acontece porque há um desequilíbrio químico no seu corpo, que a leva a ter sentimentos de tristeza constante. Assim, procura corrigir esse desequilíbrio receitando-lhe antidepressivos, que levarão o corpo a produzir as substâncias necessárias para que essa tristeza possa desaparecer. Numa consulta de psicologia, as causas não são procuradas no corpo da pessoa, mas sim na sua vida e na sua personalidade. Assim o psicólogo, perante um quadro de depressão, tentaria compreender o que levou a pessoa a ter estes sentimentos, para que se possa encontrar uma forma de fazer com que estes deixem de existir. Regra geral, as consultas de psicologia precisam de ter uma duração pelo menos de uma hora semanal ou quinzenal, para que produzam efeitos, ao passo que as de psiquiatria podem ser mais espaçadas no tempo e com uma duração menor. Alguns psiquiatras, têm uma formação complementar em psicologia ou psicoterapia, o que faz com trabalhem também ao nível psicológico, sem se limitarem aos fármacos. Alguns psicólogos, reconhecendo a importância dos processos físicos, sobretudo nos casos mais graves, trabalham também em colaboração com psiquiatras, para que haja uma intervenção farmacológica além da psicológica. 

4. E entre um psicólogo e um psicoterapeuta? 

Um psicólogo, como já dissemos, é alguém que possui uma licenciatura em psicologia, um psicoterapeuta é alguém que, para além da licenciatura em psicologia ou em medicina, no caso dos psiquiatras, possui ainda uma especialização em psicoterapia. Os psicólogos, durante a sua licenciatura, podem ainda ter várias especializações. Aqueles que estarão mais habilitados para dar consultas são os que possuem uma especialização em psicologia clínica. As especializações em psicoterapia são, geralmente longas (com uma duração pelo menos de três anos) e exigem, habitualmente, que o psicoterapeuta passe, ele próprio, como parte da sua formação, pelo processo terapêutico. Assim os psicoterapeutas estarão, em princípio, mais habilitados do que um psicólogo, para fazer trabalhos de longa duração e de maior profundidade com os seus clientes. A psicoterapia, geralmente, visa a uma compreensão e uma restruturação profundas da personalidade e do funcionamento da pessoa.A maior parte das formações em psicoterapia exige que a pessoa tenha feito previamente uma licenciatura em psicologia ou em psiquiatria, mas nem sempre isto acontece.   

5. Também já ouvi falar em counsellours. O que são?

O counselling é algo bastante comum, em países como Inglaterra, por exemplo, mas que ainda não tem grande expressão em Portugal. Os counsellours são pessoas que, à partida, não precisam de ter uma formação em nenhuma área relacionada com as ciências sociais e que passam por uma formação de três anos em counselling.O trabalho de um counsellour pode passar pelas mais diversas funções onde a relação de ajuda tenha um papel importante, mas estes podem também trabalhar num consultório. As sessões de counselling são geralmente, por contraste com a psicoterapia, dirigidas a um trabalho mais ligeiro ou a problemas de mais rápida resolução.   

6. Sei que existem vários modelos de psicoterapia, quais as diferenças entre eles? 

As diferenças entre os vários modelos são muitas, já que todos eles partem de diferentes pressupostos teóricos e têm visões diferentes do que é o homem e das suas capacidades. Por isso exigiriam uma lista demasiado extensa para este espaço, ainda assim tentaremos expôr aqui, de forma limitada, as características que ajudam a distinguir os vários modelos terapêuticos.

Psicoterapias de orientação Cognitiva-Comportamental:

Maior foco na resolução de problemas.Menor duração no tempo.O terapeuta é encarado como um especialista, que possui o conhecimento técnico necessário para resolver o problema da pessoa. Foco nos comportamentos e nos processos cognitivos que antecedem ou acompanham determinado comportamento, partindo do princípio que, ao eliminar ou modificar esses processos, o comportamento também se modificará. Foco na situação presente. Exigem que a pessoa participe activamente no processo, cumprindo algumas tarefas que lhe são prescritas pelo terapeuta, mesmo fora das sessões. Têm geralmente maior eficácia quando se trata de resolver problemas específicos, como fobias ou ataques de pânico, por exemplo. São geralmente indicadas para quem quer resolver um problema, num curto espaço de tempo.

Psicoterapias de orientação Psicanalítica

Longa duração temporal, exigindo grande periodicidade das sessões, o que as torna dispendiosas.Maior foco na compreensão das motivações inconscientes da nossa personalidade. O terapeuta é encarado como um especialista que possui o conhecimento necessário para dirigir a pessoa no seu processo de exploração e para traduzir os seus processos inconscientes, através da interpretação que faz das suas palavras e de tudo o que esta lhe conta. O foco, muitas vezes, está no passado, nomeadamente na infância da pessoa. São geralmente mais indicadas para quem deseja ter um maior conhecimento e maior compreensão de tudo o que está por trás do seu funcionamento, da sua personalidade. Nem sempre são indicadas para pessoas com perturbações graves da personalidade.

Psicoterapias breves de inspiração Dinâmica

São modelos que têm por base a teoria psicanalítica, mas com algumas adaptações que lhes permitem tornar-se mais breves.

Psicoterapias de inspiração Humanista

Dentro deste modelo existem várias escolas terapêuticas, como por exemplo: a psicoterapia centrada no cliente, a Gestalt, a Bionergética, etc. Todas elas partem do princípio que a solução para o problema da pessoa está nela própria, e que o terapeuta é apenas um facilitador do processo. Maior ênfase nas capacidades da pessoa como um ser auto-determinado e capaz de se auto-compreender. Maior ênfase no presente, na situação actual e, sobretudo, na vivência que a pessoa tem dessa situação. É dada grande importância à relação terapêutica, que deve ser de empatia, de confiança e sem qualquer tipo de julgamentos por parte do terapeuta.Permitem que a pessoa ganhe autonomia e seja capaz de ter uma compreensão aprofundada das coisas. Exigem que haja, da parte do cliente, alguma capacidade de reflexão.

Psicoterapia Transpessoal

Este é o modelo mais recente da psicoterapia, como tal encontra-se ainda um pouco em fase de construção e de definição, sendo que ainda nem sempre é aceite ou reconhecido pelos outros modelos terapêuticos. Ênfase no processo de desenvolvimento espiritual da pessoa. Dá grande importância à vivência espiritual, como parte integrante da realização pessoal de todos os seres humanos. Os terapeutas deste modelo, geralmente, têm uma abordagem ecléctica, reconhecendo a importância de integrar técnicas e características dos vários modelos existentes, sendo que cada uma delas terá a sua finalidade e uma utilidade específica. Visa uma compreensão profunda dos processos de desenvolvimento e uma eliminação de todos os obstáculos ao crescimento, nomeadamente ao nível espiritual.

Modelos eclécticos ou integrativos

Procuram integrar técnicas dos vários modelos que existem, reconhecendo a necessidade de ver o homem de uma forma mais global, reconhecendo que cada pessoa tem especificidades próprias que fazem com que a abordagem não deva ser exactamente igual para todos os clientes. Exigem, por parte do terapeuta, uma maior capacidade de assimilação e um maior conhecimento, para que possa ser capaz de integrar eficazmente e, de acordo com cada caso específico, os vários modelos ao seu dispôr. Têm a vantagem de permitir uma maior adaptação à pessoa que está passar pelo processo terapêutico, sem que o terapeuta fique preso a um número limitado de técnicas ou a uma abordagem específica.

7.Como saber que tipo de modelo devo escolher?

Para escolher o tipo de psicoterapia a efectuar, deve ter em conta aquilo que pretende obter do processo terapêutico (resolver um problema específico, maior auto-conhecimento, desenvolvimento pessoal, etc.) bem como o tempo que está disposto a gastar, neste processo. Alguns estudos, sobre o processo terapêutico, indicam que o factor decisivo para que haja uma satisfação e uma melhoria por parte do cliente não passam tanto pelo tipo de intervenção usada pelo terapeuta, mas sim pela sua própria personalidade. É importante que haja empatia entre o cliente e o terapeuta e isso parece ser o fundamental no que toca ao sucesso da relação. È fundamental que a pessoa se sinta compreendida e completamente aceite pelo terapeuta.Assim, se não sentir esta empatia por parte do seu psicólogo ou terapeuta, não hesite em procurar alguém com quem possa senti-la, já que todos nós somos diferentes e por isso mesmo temos necessidades distintas
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